quarta-feira, 2 de agosto de 2023

Mara/Zmory, o espectro mais assustador do leste europeu

Há muito tempo, nos recônditos da Polônia e em várias regiões com ricas tradições folclóricas, um temor ancestral tomava conta dos corações dos moradores: o medo das Mora ou Zmory. Essas almas torturadas eram seres que se alimentavam da energia vital das pessoas durante o sono, trazendo consigo paralisia e pesadelos.



As Mora eram espíritos presos entre o mundo dos vivos e dos mortos, condenados por seus pecados não confessados enquanto viviam. Acredita-se que, em vida, essas almas tenham sido pessoas pecadoras ou morrido sem receber os santos sacramentos. Como punição por seus atos, vagavam na forma espectral, buscando sugar a vitalidade dos incautos que ousassem cruzar seus caminhos.

Enquanto algumas histórias descreviam as Mora como donzelas feias ou bruxas hediondas, sua aparência variava, pois eram capazes de mudar de forma, assumindo até mesmo a forma de um mosquito ou outro objeto fino para adentrar uma sala através de um buraco de fechadura. Algumas delas assumiam uma forma humana, mas com um corpo semitransparente.

As vítimas das Mora, ao acordarem, frequentemente se deparavam com uma sensação aterrorizante de paralisia do sono, como se estivessem presas sob o peso de uma entidade invisível sentada sobre o peito ou pernas. Esses encontros noturnos causavam aflição, e em alguns casos, eram atribuídos a problemas respiratórios durante o sono.

Para se proteger dessas criaturas malignas, as pessoas recorriam a várias práticas e objetos. Algumas espalhavam uma variedade de ervas pelo quarto, acreditando que isso as manteria afastadas. Outros mantinham a água benta por perto, buscando a proteção divina contra essas entidades sombrias. Além disso, uma das precauções mais curiosas era dormir com uma espada ou um machado próximo, em uma tentativa desesperada de se defender.

Após um ataque de uma Mora, acreditava-se ser necessário mudar o local ou a posição de dormir para a próxima noite ou duas, como forma de evitar novos encontros angustiantes. Dizia-se que o sal também poderia ser um elemento protetor contra essas entidades.

Além de assombrar os seres humanos, os zmory também assediavam animais, sendo os cavalos alvos frequentes de sua travessura noturna. Em histórias folclóricas polonesas, contam-se relatos de zmory montando os pobres equinos durante toda a noite, causando tormento aos indefesos animais.

Embora as histórias desses seres misteriosos tenham sido transmitidas através das gerações e façam parte do rico folclore polonês, hoje em dia, a ciência e o conhecimento moderno oferecem explicações alternativas para essas experiências noturnas assustadoras. A paralisia do sono, por exemplo, é um fenômeno bem conhecido na medicina, explicado como um distúrbio do sono que pode causar temporariamente a sensação de imobilidade.

Mesmo com todas as explicações racionais, as lendas das Mora ou Zmory continuam a ecoar nas tradições populares, carregando consigo a aura de mistério e o fascínio pelas histórias que percorrem o imaginário das pessoas há séculos. Para muitos, esses relatos continuam a se mesclar com a realidade, mantendo viva a crença nos seres sobrenaturais que vagam entre os mundos dos vivos e dos mortos.

Cobra de 15 metros avistada no Congo

 Em 1959, o coronel Remy Van Lierde servia na Força Aérea Belga, destacado na base aérea de Kamina, no Congo, então ocupado pela Bélgica. Durante uma missão de helicóptero na região de Katanga, na República Democrática do Congo, algo incomum e assombroso cruzou o seu caminho.

Suposta fotografia tirada pela equipe no helicóptero


Enquanto sobrevoavam as densas florestas congolesas, o coronel Van Lierde e sua tripulação testemunharam uma cena que desafiava a lógica e a crença convencional. Uma gigantesca cobra, com cerca de 15 metros de comprimento, deslizava pelo céu, voando majestosamente como se desafiasse as leis da natureza. Sua cabeça triangular media impressionantes 60 centímetros de largura por 1 metro de comprimento, fazendo dela uma das maiores criaturas desse tipo já avistadas.

Com escamas superiores em tons de verde-escuro e marrom, e uma parte inferior esbranquiçada, a cobra voadora deixou todos a bordo perplexos e atordoados. O coronel Van Lierde, um experiente militar, relatou o episódio com detalhes impressionantes. Ao se aproximar da cobra, o piloto foi instruído a fazer outra passagem, e foi nesse momento que a criatura empinou-se a três metros de distância do helicóptero, como se estivesse pronta para atacar.

Nessa oportunidade, o coronel pôde examinar o ventre da criatura aérea e ficou maravilhado com a visão, mas também temeroso do que poderia acontecer. O encontro foi breve e surpreendente, e logo o piloto recebeu ordens para continuar a jornada, deixando a misteriosa cobra para trás. Infelizmente, o rápido avistamento não permitiu uma documentação adequada, embora se acredite que um fotógrafo a bordo tenha conseguido capturar uma imagem ou vídeo da criatura.

Desde então, muitas teorias surgiram para explicar a presença dessa criatura extraordinária. Algumas pessoas sugeriram que poderia ser uma píton africana de proporções colossalmente grandes, talvez uma nova espécie de cobra ainda desconhecida pela ciência. Outros aventuraram a hipótese de que essa serpente voadora fosse um descendente das antigas cobras gigantes do Eoceno, como o Gigantophis, que habitaram nosso planeta há milhões de anos.

Independentemente das especulações, o relato do coronel Van Lierde permanece como um mistério fascinante, um enigma envolto na selva do Congo e na memória daqueles que testemunharam o incrível evento. Enquanto a busca pela verdade continua, a história da cobra voadora permanece como um lembrete do vasto e maravilhoso mundo natural que ainda temos a explorar.

Caso dos Hopkinsville Goblins, Alienígenas avistados no Kentucky

 O encontro Kelly-Hopkinsville, também conhecido como Hopkinsville Goblins Case, é um dos episódios mais intrigantes e controversos envolvendo supostos encontros próximos com seres extraterrestres. O evento ocorreu em 21 de agosto de 1955, na propriedade de uma família chamada Sutton, localizada entre as cidades de Kelly e Hopkinsville, no Condado de Christian, Kentucky.

Tudo começou quando Bolly Ray Taylor, de 21 anos, saiu para buscar água no poço da fazenda na calada da noite. Ao olhar para o céu, ele se deparou com um objeto estranho emitindo luzes de cores variadas, o que o assustou a ponto de correr de volta para casa e contar a história para os outros membros da família Sutton. Inicialmente, todos acharam que ele estava apenas brincando, mas isso mudaria rapidamente.



Minutos depois, o cachorro da família começou a latir freneticamente, demonstrando evidente medo. Lucky Sutton, acompanhado por Taylor, resolveu investigar o motivo das reações do animal e se deparou com uma figura resplandecente se aproximando da casa. O ser, descrito como medindo cerca de um metro de altura, tinha uma cabeça grande e redonda, olhos amarelos luminosos e braços terminando em garras.

Sentindo-se ameaçados, Sutton e Taylor se armaram com espingarda e rifle e abriram fogo contra a criatura, mas os tiros pareciam não surtir efeito, como se as balas estivessem atingindo algo de metal. As criaturas, apesar de fugirem, não pareciam se importar com os disparos. Outras criaturas idênticas também foram avistadas, flutuando em alguns momentos e se movendo com um estranho balanço, quase como se estivessem na água.

A família, aterrorizada, decidiu buscar refúgio na cidade de Hopkinsville, onde relataram o encontro bizarro às autoridades locais. A polícia retornou à fazenda com a família e um fotógrafo, mas não encontrou provas substanciais, exceto por uma mancha fosforescente no solo, onde supostamente uma das criaturas teria caído.

Os avistamentos continuaram ao longo da noite, apesar da presença das autoridades, e os seres pareciam espiar a família pelas janelas da casa. Novamente, Sutton e Taylor dispararam contra as criaturas, mas sem sucesso. Somente com o nascer do sol, os seres desapareceram.

O caso gerou grande repercussão, com muitas testemunhas corroborando as histórias dos Sutton e de Taylor. No entanto, o renomado Dr. Josef Allen Hynek, que investigou o evento, acreditou que tudo não passou de um embuste, sem fornecer explicações adicionais.

Algumas explicações alternativas foram apresentadas, como a possibilidade de confusão com corujas-da-águia, grandes corujas com chifres noturnas que habitam a região e têm olhos amarelos semelhantes aos descritos nas criaturas. Além disso, avistamentos de meteoros também foram registrados na época, o que poderia explicar o suposto objeto estranho visto por Taylor nos céus.

Apesar de teorias e explicações, o enigma dos Duendes de Hopkinsville continua alimentando o imaginário popular e a curiosidade dos entusiastas de casos ufológicos. O mistério persiste até hoje, sem uma explicação definitiva, e o episódio permanece como um dos casos mais enigmáticos e discutidos da história dos encontros com seres extraterrestres.

O Monstro Marinho de Albert Koch

No ano de 1845, um colecionador alemão de curiosidades, Albert Koch, abalou o mundo científico ao expor ao público uma suposta ossada de um réptil marinho gigantesco, que ele afirmava ter encontrado durante uma expedição ao Alabama, nos Estados Unidos. A criatura colossal, com impressionantes 34 metros de comprimento, apresentava uma aparência que lembrava as míticas serpentes marinhas, despertando o fascínio e o medo na imaginação das pessoas.



Koch não perdeu tempo e aproveitou o enorme interesse do público para transformar a exposição da ossada em um verdadeiro espetáculo, cobrando 25 centavos por entrada. A notícia da descoberta da suposta serpente marinha se espalhou rapidamente, atraindo uma multidão de curiosos de todos os cantos dos Estados Unidos. Muitos ficaram convencidos de que finalmente haviam encontrado evidências da existência desses misteriosos monstros marinhos.

Contudo, enquanto a exposição atraía multidões, um renomado anatomista, que ouvira falar da incrível descoberta, decidiu investigar mais a fundo. Ao analisar minuciosamente a ossada, ele percebeu indícios que lhe causaram desconfiança. Contrariando a crença popular, o anatomista declarou publicamente que aquilo era uma farsa engenhosamente montada.

Com base em suas observações, ele apontou que os dentes da ossada possuíam características mais típicas de mamíferos do que de répteis marinhos, como era alegado. Determinado a revelar a verdade por trás da suposta descoberta, o anatomista empreendeu uma pesquisa minuciosa.

Após intensas investigações e análises, o anatomista concluiu que a ossada era, na verdade, uma mistura de diferentes espécimes de uma baleia já extinta, conhecida como Zeuglodon. O gigantesco esqueleto que tanto havia impressionado o público não passava, afinal, de uma falsificação habilmente montada.

A revelação da fraude de Albert Koch abalou a comunidade científica e serviu como um alerta para a importância de verificar cuidadosamente a autenticidade de descobertas extraordinárias antes de aceitá-las como fatos comprovados. Além disso, o episódio também deixou um legado marcante, diminuindo a credibilidade das pesquisas sobre as lendárias serpentes marinhas por muitos anos. Foi um lembrete de que, mesmo diante de aparentes provas, o rigoroso método científico deve sempre prevalecer para separar a realidade da ficção.

terça-feira, 4 de outubro de 2022

Chibamba

 



O Chibamba é um fantasma de origem africana, também conhecido como espirito das bananeiras. Ele é popular nos estados de Minas Gerais e de São Paulo. Lá se diz que ele aparece a noite, para crianças que são desobedientes e que não querem dormir. Aparecendo e fazendo-as dormir a força, mesmo que não tenham sono e depois as fazendo ter pesadelos horripilantes a noite toda.

Se diz que essa entidade se parece com um homem negro velho que veste uma roupa de folhas de bananeiras, semelhantes às usadas em rituais realizados pelos africanos no Brasil, há muito tempo atrás. Essa criatura costuma aparecer roncando como um Porco e dançando descompassadamente, além de girar continuamente enquanto caminha. Ele também usa geralmente uma máscara que se parece com um monstro.  

Mas essa criatura não gosta somente de assombrar as crianças em seus pesadelos, ele gosta também de se alimentar delas, especialmente das que choram. Essas ele detesta e ao mesmo tempo ama, mas ama somente o sabor da sua carne.

Dizem que essa lenda teria vindo junto com o povo Buntu, grande grupo étnico da África que foi trazido para o brasil como escravo. A esse povo também pertencem outras lendas como a do Quibungo.

Se diz que durante muito tempo, na época da escravidão. Os proprietários de terra levavam os seus filhos malcomportados para verem os rituais e cerimônias realizadas pelos africanos.  Lá eles os apresentavam à lenda, obviamente as crianças jamais esqueciam e com medo do Chibamba, se tornavam mais obedientes.

Mão de Cabelo

 



A mão de cabelo é originária do estado de Minas Gerais, o berço de algumas das mais aterrorizantes lendas Brasileiras. Se diz que é um fantasma vestindo roupa ou lençol branco, com as mãos totalmente peludas e que visita as crianças durante a noite, principalmente os meninos, para verificar se esses urinaram na cama. Caso a criança realmente tenha urinado na cama, se diz que ele arranca o órgão sexual da pessoa.

Esse espectro aterrorizante é um pesadelo constante das crianças e não se sabe exatamente a sua origem, de onde veio e quando surgiu. Dizem que a parte mais característica de seu corpo, suas mãos, são macias e sedosas, com cabelos que na verdade são mechas de cabelos humanos, geralmente loiros ou grisalhos.

Dizem que suas mãos são feitas de cabelos humanos por uma questão de eficiência, pois assim poderia verificar rapidamente os lenções da cama da criança, para ver se estavam molhados ou não. Muitas vezes até mesmo sem acordar a sua possível vítima.

Essa entidade normalmente se manifesta assumindo uma forma humana magra e cadavérica, alta e aterrorizante. Se diz que ela está sempre com uma longa roupa branca que pode também ser um lençol branco.

No meio da noite, enquanto as crianças e seus pais dormem, essa entidade ronda as ruas das cidades, as vezes acompanhada de uma coruja, que voa pelos céus e consegue detectar alvos em potencial para seu mestre. Crianças que possivelmente urinaram na cama e podem ser a próxima vítima.

Não se sabe exatamente se essa entidade possui algum ponto fraco ou algum objetivo em especial que explica a sua forma de agir. Talvez esteja cumprindo trabalho sujo dos pais dessas crianças, que culpam os seus filhos por urinarem na cama.

Princesa Encantada de Jericoacoara

 



Dizem que no estado do Ceará, uma entidade mágica habita, uma princesa encantada que habita debaixo de um morro esperando pelo resgate. Mas para tirá-la dali, um sacrifício sangrento é necessário. Essa é a história da princesa encantada de Jericoacoara.

Jericoacoara é uma pequena localidade litorânea, localizada em uma enseada com um farol. Dizem que debaixo de um morro onde fica o farol existe uma gruta, ali vive a princesa encantada, presa por magia. Além dela, há muitos tesouros.

Se diz que quando a maré baixa, pode-se ver a entrada para a caverna, mas somente se consegue entrar ali se abaixando. Logo a frente, após entrar na caverna, há um enorme portão de ferro e depois do portão, finalmente se encontraria a princesa e o tesouro.

Mas essa não é uma princesa comum, dizem que ela foi transformada por magia em uma serpente com escamas de ouro, com somente a cabeça e os pés de mulher. Essa entidade amaldiçoada permanece ali embaixo com seus tesouros, e o herói que a salvar poderá se casar com ela.

Mas não é simplesmente encontra-la, isso qualquer um poderia fazer. Para quebrar o encanto e liberta-la, devesse fazer um sacrifício com sangue humano junto ao portão de metal, ou seja, algum humano deve ser ali assassinado e oferecido em sacrifício. E quando isso ocorrer, imediatamente a porta se abrirá. Em seguida, com o sangue humano, o salvador da princesa deve desenhar uma cruz no dorso da mulher-serpente e assim finalmente o encanto terá fim, a princesa se transformará em uma mulher na plenitude de sua beleza e ao seu lado estarão todos os tesouros que a gruta guarda. Mas não é somente isso, dizem também que ao seu lado se poderá ver um portal para um reino mágico, com um castelo e torres douradas, que o salvador poderá visitar.

Há algumas versões sobre essa lenda, algumas dizem que a princesa tem um nome, e esse é Carolina ou pérola, pois ela usaria um colar de pérolas em seu pescoço. Alguns dizem também que ela permanece somente 12 horas por dia na sua versão serpente, e nas outras horas teria a aparência de uma mulher normal.

Quanto ao motivo da transformação, ainda não se sabe, uns dizem que teria sido um feiticeiro o responsável pelo encanto, outros que teria sido uma bruxa má, de qualquer forma, a maldição que recaiu sobre a pobre moça só pode ser obra de uma entidade maligna.

Loira do Banheiro

Autoria desconhecida

Essa entidade misteriosa é provavelmente um espectro que habita nos banheiros públicos, principalmente os de escolas públicas. Ela é mais frequentemente encontrada na região sul do Brasil e no estado de São Paulo. 

A loira do banheiro também é conhecida por outros nomes ao redor do brasil, sendo o mais famoso “Mulher algodão” pois possuiria a boca e as narinas entupidas com algodão.

Segundo as lendas, a Loira do banheiro costuma aparecer nos banheiros femininos sempre que alguma frequentadora solitária entra ali. Ela é descrita vestindo roupas brancas, que funcionam como uma espécie de camuflagem para se misturar aos ladrilhos e lajotas brancas do banheiro público.

Segundo relatos, essa entidade pode ser invocada entrando-se na última cabine do banheiro e puxando a descarga três vezes, falando ao mesmo tempo “loira um, loira dois, loira três”. Então esse espectro surge refletida no espelho do banheiro, fazendo de tudo para atrair a vítima para dentro do espelho e suga-la para o além.

No entanto, essa não é a única versão para o processo de invocação da loira do banheiro. Segundo outros relatos, mais populares em algumas regiões país, essa entidade apareceria em um banheiro público após a pessoa falar loira do banheiro três vezes em frente ao espelho, bater três vezes a porta e puxar três vezes a descarga enquanto fala palavrões.

Independente da versão da invocação da entidade, há uma história que explicaria a origem dessa entidade e o porque de habitar em banheiros de escolas públicas.

Segundo a história, que é real, essa entidade teria relação com uma jovem chamada Maria Augusta de Oliveira Borges, que habitava na cidade de Guaratinguetá. Ela foi obrigada por seus país a casar aos 14 anos, mas estava infeliz na relação e fugiu para Paris, vendendo todas as suas joias para arrecadar dinheiro. Posteriormente, ela acabaria morrendo em solo francês. Então a família da moça, arrependida, trouxe o corpo de volta para o Brasil, colocando-a em uma urna de vidro na casa da família. Com o tempo, começaram a acontecer vários avistamentos do espirito da moça, que pedia para ser devidamente enterrada. Com isso, a mãe acabou se deixando convencer e enterrou o corpo. Anos depois, aquela mesma casa viraria a escola Conselheiro Rodrigues Alves e começariam a surgir relatos de encontros com a Loira do Banheiro. Ela andaria pelos banheiros daquela escola abrindo torneiras para saciar sua sede e pedindo para que fosse enterrada.

sexta-feira, 15 de abril de 2022

Anhangá, o espírito Maligno da Amazônia

 O Anhangá, as vezes chamado de Ingange, é um espírito maligno, temido pelos Indigenas da área Amazônica. Dizem os habitantes dali que essa entidade seria responsável por todos os males que ocorrem na selva. Até por isso, a palavra Anhangá pode ser traduzida simplesmente por “Coisa má”. 

Essa entidade é descrita geralmente possuindo a aparência de um veado com olhos de fogo, que além de enganar os caçadores, desviando o tiro de suas armas rumo ás pessoas queridas, também pode trazer febre e loucura a quem o vê. Na verdade, uma das piores coisas que podem acontecer a um ser humano é encontrar um Anhangá, pelo menos assim afirmam os indígenas. Eles dizem que quando esse ser é visto ou ouvido, traz para quem o percebe algum tipo de desgraça. E todos os lugares frequentados por ele são considerados mal assombrados. É tão terrível um encontro com esse ser, que os indígenas o temem ao extremo, ao ponto de fazer qualquer sacrifício para que não precisem encontra-lo.

Desenho e cores: Eduardo Duval, Frata Soares e André Leão


Algumas versões das histórias chamam esse espírito maligno de o “Deus dos Pesadelos”. Outros ainda o tratam como a mesma criatura que é chamada de Jurupari. Uma outra lenda apavorante da amazonia que possui várias versões, e em uma delas também é considerado um tipo de Deus dos pesadelos.

Voltando ao Anhangá, há algumas lendas que envolvem encontros com esse ser. Existe uma lenda de uma marinheiro estrangeiro no Brasil que morreu de pavor ao ser perseguido por três veados que ele não conseguia matar. Outra lenda ainda afirma que o Anhangá enganou um caçador abater a própria mãe em castigo por matar um animal que estava prestes a dar a luz. Essas duas lendas trazem a tona uma outra versão do Anhangá, que é a de um Deus protetor das matas. Ele protegeria os pequenos animais e as plantas de seres humanos, não deixando nem mesmo os índios caçarem para subsistência. Dizem que qualquer caçador que ameaçar um animal, principalmente se esse animal for uma fêmea amamentando seu filhote ou mesmo um filhote, será caçado violentamente pelo Anhangá.

Diz uma lenda que há muito tempo, um índio insistiu em perseguir um veado fêmea, mesmo percebendo que ela estava com sua cria. No alto de uma montanha, anhangá, com seus olhos vermelhos, observava a cena. Com grande crueldade, o índio armou seu arco e fecha e disparou contra o filhotinho, ferindo o pobre animal. Não satisfeito com isso, agarrou o pobrezinho e escondeu-o atrás de uma árvore. Apavorado, o filhote gritou pela sua mãe. Ao ouvir os gritos desesperados do filhote, a veada aflita correu na direção da árvore. O índio, com sua arma preparada, disparou uma flechada na pobre mãe. Todo alegre aproximou-se do animal caído e foi então que teve uma surpresa... era a sua mãe caída no lugar do veado. Então, aos gritos o índio o percebeu que fora vítima de uma ilusão criada pelo grande veado branco, chamado Anhangá. E saiu correndo pela floresta.

Dizem ainda algumas lendas que se esse ser, sob a forma de um Veado com olhos de fogo, for visto por algum no dia de suas núpcias, essa pessoa inevitavelmente virá a morrer dentro de pouco tempo. Mas além da forma de veado, ele poderia assumir outras formas, como a galinha do mato, morcego, macaco, rato, tatu, boi, pirarucu e até mesmo um ser humano. Também poderia aparecer sob a forma de um veado branco, mas com uma cruz na testa, exatamente entre os olhos. 

Há ainda uma outra história que fala sobre essa entidade, nessa versão ela é chamada de Ingange. E quem conta é o alemão Hans Staden, famoso explorador que foi capturado por indígenas no período colonial do Brasil. Quando estava cativo dos tupinambás, ouviu os habitantes da tribo falarem sobre essa entidade. Segundo ele, “os índios não gostam de sair das cabanas sem luz, tanto medo que eles tem do Diabo, a quem chamam de Ingange, o qual frequentemente aparece para eles”.

Há quem diga que há uma forma de agradar ou acalmar essa criatura. Se diz que caso se ofereça aguardente ou fumo, ele lhe dará proteção. Além disso, queimar castanhas de caju e fazer cruzes com madeira tiradas da própria floresta são duas formas de o manter afastado. Mas independente do que seja feito, nada funcionará caso a pessoa desrespeite a natureza, e ele será tomado por uma fúria vingativa caso isso aconteça.

quarta-feira, 9 de março de 2022

Kitsune: As Misteriosas Raposas Japonesas

As Kitsunes são seres muito famosos no Japão. Lá, se diz que são seres que possuem inteligência superior, vida muito longa a até mesmo poderes mágicos. O nome dessas entidades é simplesmente traduzido por “raposas” e a sua aparência costuma ser exatamente essa. São raposas selvagens que se divertem com travessuras, brincadeiras e maldades. São geralmente vistas como trapaceiros e as vezes como feiticeiros que usam as suas habilidades para o mal.


Esses seres geralmente podem ter até 9 caudas, se diz que quanto mais caudas um deles possui, mais velha ou mais poderosa é. Mas lendas alternativas dizem que eles
  só terão mais do que uma cauda depois de ultrapassarem os 100 anos de idade. E sempre que um deles ganha uma nova cauda, sua pele muda de cor, virando branca ou dourada.  Entre essas criaturas os números mais comuns de caudas são 1,5,7 ou 9. Geralmente, as Kyubi no Kitsune, como são chamadas as raposas que alcançam as 9 caudas, ganham a habilidade de ver ou ouvir tudo o que acontece em qualquer lugar do mundo. E as vezes também se diz que possuem sabedoria infinita e são oniscientes.

Dizem que existem 2 tipos de Kitsune, os zenko, que são bondosos e os Yako, que são maléficos e traiçoeiros. Existem outros tipos menos populares como a Ninko, que é uma raposa invisível que só pode ser detectada depois que possui um ser humano.

Se diz que uma kitsune pode assumir a forma humana depois de passar dos 100 anos de idade, embora algumas lendas digam 50 anos. Para conseguir se transformar, esse ser deve colocar sobre sua cabeça juncos, uma folha larga ou um crânio. Normalmente, quando esses seres se transformam, costumam assumir a forma de mulheres bonitas, meninas ou homens idosos. A forma escolhida não é definida pelo sexo ou idade da raposa, ela escolhe um humano específico para duplicar quando assim o deseja. São muito conhecidas para duplicar mulheres bonitas, pois seriam suas formas favoritas. Inclusive, antigamente no Japão se acreditava que se uma mulher fosse encontrada sozinha ao entardecer ou à noite, ela poderia ser uma Kitsune. Porém, a transformação poderia não ser completa, já que algumas lendas antigas dizem que as Kitsune transformadas em forma humana ainda preservariam certos traços, como uma camada fina de cabelo, uma sombra que mostra a forma de raposa ou um reflexo que também mostra a verdadeira forma. Ainda sobre isso, em algumas versões da lenda eles tem dificuldade em esconder suas caudas quando estão na forma humana. Se diz que procurar a cauda quando esse indivíduo está bêbado ou descuidado por algum motivo é uma forma eficiente de descobrir a verdadeira identidade dele. Uma forma comum para se descobrir se alguém é um Kitsune disfarçado é por eles terem muito medo e ódio de cães. Sendo que as vezes retornariam a sua forma verdadeira nessas situações somente para fugirem em desespero.  

As Kitsunes ainda possuem outras habilidades, alguns dizem que eles poderiam gerar relâmpagos ou fogo pela boca e cauda. Poderiam também criar manifestações especificas nos sonhos de pessoas, Voar, Serem invisíveis, criar ilusões altamente elaboradas, que para pessoas comum são geralmente indistinguíveis da realidade. Há ainda histórias que vão além e relatam a existência de poderes imensos, como a capacidade de dobrar o tempo e o espaço, enlouquecer pessoas ou mesmo assumir formas absurdas, como a de uma árvore imensa ou mesmo uma segunda lua no céu.

Se diz que alguns tipos de Kitsunes poderiam ser semelhantes a vampiros, se alimentando da energia vital dos seres humanos, mas ao invés de ser através do sangue, isso ocorreria através do contato sexual.

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